terça-feira, 15 de setembro de 2015

Taiwan terá a primeira rede comercial com G.fast

A operadora Chunghwa Telecom será a primeira a instalar uma infraestrutura de rede comercial com a tecnologia G.fast, que utiliza a arquitetura de fibra até o ponto de distribuição (FTTdp) e segue a transmissão dos últimos metros por xDSL sobre as redes de cobre legadas, conseguindo chegar a uma velocidade teórica de 1 Gbps.
A expectativa é de que a rede esteja operando comercialmente até o fim deste ano, com oferta de velocidades de 100 Mbps a 1 Gbps. Os testes de G.fast na Chungwa Telecom conseguiram transferências com velocidades próximas de 1 Gbps. A ideia é combinar a tecnologia de G.fast ao footprint de fibra ótica até residências e empresas (fiber-to-the-premises – FTTP), em GPON. A meta da operadora é oferecer acesso em banda ultra-larga a "dezenas de milhares de residências em Taiwan nos próximos dois anos", e atender ao plano de banda larga daquele país para levar acessos em alta velocidade a áreas rurais.
A tele taiwanesa utilizará a tecnologia da Alcatel-Lucent (ALU), que tem apostado alto no desenvolvimento de equipamentos e em testes conjuntos com operadores de todo o mundo. Ainda no ano passado, a ALU anunciou que estava trabalhando na evolução do G.fast para conseguir velocidades na casa dos 10 Gbps sobre linhas de cobre.

Fonte: Teletime News de 14 de setembro de 2015, por Leticia Cordeiro.

Internet forçará a TV paga a rever pacotes, diz especialista

O dilema dos operadores de TV por assinatura diante do avanço dos modelos de distribuição de conteúdos pela Internet (OTTs) não é apenas aderir à nova realidade, mas o impacto que esses novos modelos terão no comportamento do assinante. E um dos aspectos apontados durante os debates da IBC 2015 (que acontece esta semana, em Amsterdã) é que haverá uma forte pressão sobre o modelo de empacotamento das operações de TV paga tradicionais.
O diretor da empresa de pesquisa IHS, Tom Morrod, lembra que em essência a disputa entre OTTs e operadores de TV paga é pelo quanto o usuário está disposto a pagar por conteúdo. "Hoje Netflix e Amazon gastam em conteúdo quase a mesma coisa que grandes programadoras como a Discovery. É um conteúdo com a mesma qualidade, só que desempacotado. É claro que haverá uma pressão sobre o operador", diz ele. "Muitos operadores de pay TV estão fazendo a mesma coisa: desempacotando e vendendo OTT. E além das operadoras, os próprios programadores estão cortando o intermediário. A questão é: são apenas experimentos ou é uma mudança inevitável?", pergunta o analista.
Para ele, a necessidade de desenvolvimento de ferramentas de personalização de conteúdos, análise de dados e publicidade programática para manter a TV competitiva com os modelos pela Internet é que faz com que a mudança seja definitiva. "Acho que as coisas não vão mudar tão dramaticamente, mas em dez anos teremos uma mudança significativa na forma como o dinheiro flui, certamente". Arnd Benninghoff, CEO da MTGx (uma provedora de conteúdos OTT sueca), diz que em alguns países escandinavos a queda na audiência da TV tradicional por parte do público com menos de 35 anos já é de mais de 8% ao ano. As redes de conteúdo para plataformas como YouTube (MCN, ou Multichannel Content Networks) já são mais relevantes do que muitos canais pagos tradicionais, e o mercado publicitário tem preferido anunciar diretamente para esse público do que nos canais pagos.
Na visão de Andrew Ferrone, VP de TV paga da Roku (fabricante de set-tops conectados e agregadora de conteúdos), o novo modelo OTT elimina o custo de se ampliar a quantidade de conteúdos. "Não é preciso satélite, nem mais espectro nem mais banda, basta armazenar o conteúdo e deixá-lo disponível", diz ele. "Um usuário médio do Roku Box assiste a 50 horas por mês ou mais de TV não-linear. Isso significa que todo o mercado de entretenimento e consumo de vídeo está crescendo, e isso é positivo".
Gary Woolf, diretor da all3media, uma produtora de conteúdos da Discovery e da Liberty, ressalta a questão dos modelos de remuneração dos conteúdos. "Todo o mundo quer conteúdo de alta qualidade e é isso o que precisamos fornecer, mas o modelo de remuneração está ameaçado e alguém precisa pagar essa conta", diz ele, lembrando que, mesmo no modelo tradicional, com as necessidades de corte de custos, as operadoras pagam às programadoras taxas de licenciamento cada vez menores e, da mesma forma, as programadoras pagam pouco aos produtores.

Fonte: Teletime News de 11 de setembro de 2015, por Samuel Possebon.

Ericsson, Intel e Nokia querem usar 4G para IoT

As fornecedoras Ericsson, Intel e Nokia anunciaram na última sexta-feira, 11, um apoio conjunto para a adoção da tecnologia de banda estreita para o LTE (NB-LTE, na sigla em inglês) para a Internet das Coisas (IoT). As empresas deverão trabalhar juntas para o desenvolvimento e comercialização de produtos com esse tipo de acesso, considerado por elas mais adequado para IoT por conta do baixo custo de implantação, facilidade de uso e eficiência energética.
Os chipsets ficarão com a Intel, que planeja começar a fabricar os componentes no começo de 2016. Por sua vez, Ericsson e Nokia se encarregarão de fazer as atualizações nas redes LTE para suportar o NB-LTE na comunicação máquina-a-máquina (M2M).

Fonte: Teletime News de 11 de setembro de 2015, por Bruno do Amaral.

Redes sociais facilitam ações de fraudadores, diz Serasa

Dados pessoais, fotos e publicações que expõem o estilo de vida do usuário de redes sociais são importantes armas para fraudadores prepararem seus golpes. É o que ensina a Serasa Experian, que registrou em julho 174 mil tentativas de fraude de identidade, o que significa uma tentativa de delito a cada 15,4 segundos no País.
Em relação a junho de 2015, quando o indicador apontou 157,7 mil tentativas de fraude, houve alta de 10,4%. Em relação a julho de 2014, houve queda de 3,7%. No acumulado do ano de 2015 foram registradas 1,1 milhão de tentativas de fraude, ligeira queda de 0,1% na comparação com o mesmo período de 2014.
De acordo com economistas da Serasa Experian, se, por um lado, os fraudadores estão cada vez mais criativos em encontrar novas formas de aplicar seus golpes, por outro, a recessão econômica e a queda dos níveis de confiança têm afastado os consumidores do mercado, gerando menos alvos potenciais à atuação dos fraudadores. Desta forma, acaba se produzindo uma relativa estabilidade do número de tentativas de fraudes no acumulado deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
Em julho de 2015, telefonia (compra de celular para obtenção de endereço para abertura de contas e crediários) respondeu por 74.433 registros, totalizando 42,7% do total de tentativas de fraude realizadas, aumento em relação aos 35,5% registrados pelo setor no mesmo período de 2014. Já o setor de serviços – que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral (salões de beleza, pacotes turísticos etc.) – teve 51.435 registros, o equivalente a 29,5% do total. No mesmo período no ano passado, este setor respondeu por 31,4% das ocorrências. O setor bancário foi o terceiro do ranking em julho/15, com 33.655 tentativas, 19,3% do total. Em julho de 2014, o setor respondeu por 24% dos casos.
Especialistas da Serasa destacam que a fraude de identidade – em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos – pode ser facilitada quando o usuário de redes sociais expõe demasiadas informações pessoais ou deixa de tomar cuidados básicos ao acessar suas páginas.
Utilizar redes Wi-Fi não confiáveis, clicar em qualquer link sugerido sem desconfiar da procedência ou usar senhas demasiadamente óbvias, como datas de aniversário, nomes de bichinhos de estimação ou de pessoas da família, são alguns dos erros mais comuns, dizem. "Muitas vezes, a vaidade de exibir pertences, lugares visitados e o próprio estilo de vida se transformam em um relatório que o golpista necessita para planejar o delito", alerta o, superintendente do SerasaConsumidor, Julio Leandro.

Fonte: Teletime News de 11 de setembro de 2015, por Lucia Berbert.

Câmara aprova incidência de ISS sobre receita da Netflix

A Câmara dos Deputados aprovou, na última quinta-feira, 10, projeto de lei complementar do Senado que, entre outras providências, prevê a incidência do Imposto Sobre Serviços (ISS), cobrado pelas prefeituras e Distrito Federal, para disponibilização de áudios, vídeo, imagens e texto pela Internet, com exceção de jornais e das prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado (SeAC), que pagam ICMS. Ou seja, deve tributar a Netflix.
O texto aprovado hoje não inclui os destaques, que somente serão votados na semana que vem. Segundo o relator da matéria no Plenário da Câmara, deputado Walter Ihoshi (PSD-SP), o projeto vai estabelecer uma base mínima de 2% do ISS e acabar com a guerra fiscal. "Também temos de atualizar a lista dos novos serviços que não constam na lista atual e, sobretudo, os serviços de Internet como a Netflix, que não é tributada", defendeu.
De acordo com o texto, o imposto não poderá ser objeto de isenções, incentivos e benefícios tributários ou financeiros, inclusive de redução da base de cálculo ou de crédito presumido. A efetividade do projeto no caso dos serviços de Internet ainda precisa ser comprovada, avaliam especialistas.

Fonte: Teletime News de 10 de setembro de 2015, por Lucia Berbert.

Novas regras do regulamento do consumidor entram em vigor

As novas regras relativas ao atendimento de combos, ao atendimento unificado presencial e aos estabelecimentos das prestadoras, previstas no Regulamento Geral do Consumidor (RGC) da Anatel passaram a valer a partir de quinta-feira, 10. Agora, o atendimento de ofertas conjuntas (combos) deverá ocorrer em um canal comum para todos os serviços prestados no pacote contratado pelo consumidor e o atendimento pessoal deve estar apto a atender todos os serviços e modalidades prestados pelo grupo dentro da microrregião. O tempo de espera não poderá passar de 30 minutos e será controlado com a entrega de senhas.
Além disso, as concessionárias da telefonia fixa deverão disponibilizar em todos os municípios brasileiros, na Área de Prestação que não tenha atendimento presencial, ao menos um local de atendimento que possibilite ao consumidor o registro e encaminhamento de suas demandas junto à prestadora.
O RGC também estabelece às prestadoras de telecomunicações a obrigação de disponibilizar atendimento a todos os consumidores que se dirigirem aos estabelecimentos associados à marca da operadora. Em quiosques de shoppings, por exemplo, o atendimento pode ser por meio de terminais eletrônicos ou por meio do registro de protocolo de atendimento.
Caso as regras estabelecidas sejam descumpridas, as operadoras poderão ser multadas em valores que podem chegar até R$ 50 milhões. Todas as prestadoras de serviços de telecomunicações terão que se adequar. No entanto, as de pequeno porte, com no máximo 50 mil assinantes, têm regras mais flexíveis.
A Anatel criou um Grupo de Implantação para monitorar de forma preventiva, junto às operadoras, as providências necessárias para que as novas regras sejam implantadas nos prazos previstos e de forma adequada.
Em março de 2016, entram em vigor as duas últimas regras do RGC: a implantação do campo "Mensagens importantes" no documento de cobrança e a que determina que o consumidor deverá ser avisado quando seu consumo se aproximar da franquia contratada (este último não será aplicado às prestadoras de pequeno porte). Essa última deveria entrar em vigor agora, mas foi prorrogada a pedido da Telefônica, que alegou dificuldades técnicas para a aplicação imediata.

Fonte: Teletime News de 10 de setembro de 2015, por Lucia Berbert.

LTE da Sky chega à terceira cidade em Sergipe

A cidade sergipana de São Cristóvão é a terceira no estado nordestino a receber a banda larga da Sky, segundo informou a empresa nesta quinta-feira, 10. Como a instalação acontece em etapas para "garantir a entrega do serviço com qualidade", é necessário conferir se o CEP já está sendo atendido. Em 2013, a conexão por meio de TD-LTE em 2,5 GHz da operadora já chegara a Aracaju e, em abril deste ano, ao município de Nossa Senhora do Socorro. De acordo com a Sky, o serviço já atende a mais de 200 mil assinantes em mais de cem cidades no País.

Fonte: Teletime News de 10 de setembro de 2015, por Bruno do Amaral.