quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

MCTI assina acordo de cooperação com recursos para programa de Open RAN

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) formalizou um acordo de cooperação técnica para executar a primeira fase do Programa Open RAN Brasil, focado em incentivos para a cadeia de redes de acesso abertas e desagregadas.

O projeto terá R$ 32,4 milhões em recursos orçamentários e será executado ao lado da Associação Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD). O acordo foi publicado na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 30.

A vigência do programa será de 36 meses (até novembro de 2023). No MCTI, a iniciativa será coordenada pela Secretaria de Empreendedorismo e Inovação (Sempi). Em agosto, a pasta já havia adiantado que trabalhava no programa de incentivos para a cadeia Open RAN brasileira.

A primeira fase do projeto tem foco em software. "Isso inclui o controle inteligente de redes de acesso (RIC, na sigla em inglês) e suas aplicações, toda a orquestração e gerenciamento da rede (SMO) e, ainda, o controle inteligente de outros segmentos da rede, como o transporte óptico no backhaul, midhaul e fronthaul", explicou o gerente de soluções de comunicação sem fio do CPQD, Gustavo Correa Lima.

Além disso, a primeira etapa envolverá a construção de uma plataforma de demonstração e experimentação distribuída em duas localidades (Rio de Janeiro e Campinas), contendo componentes de uma rede 5G composta por equipamentos abertos e desagregados e controlada por uma pilha de software aberto.

Já as segunda e terceira fases do programa estão em fase de modelagem e captação, com foco previsto para a parte de equipamentos e para a realização de pilotos temáticos e testbeds Open RAN.

Vale notar que o Ministério das Comunicações (MCom) também está investindo em projetos de redes de acesso abertas e interoperáveis, além do Ministério da Economia, que tem começado a se debruçar sobre o tema.

Fonte: Teletime News de 30 de novembro de 2021, por Henrique Julião.

Ferramenta do NIC.br testa segurança de serviços de conexão de empresas

Ferramenta desenvolvida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) permite às empresas de Internet saberem se um site, serviços de e-mail e de conexão oferecidos ou contratados adotam as melhores práticas de segurança. O TOP (Teste Os Padrões), é online e gratuito, e analisa se esses serviços estão aderentes aos parâmetros técnicos internacionais mais modernos, que aumentam a confiabilidade e permitem o crescimento da rede. Após as verificações, a ferramenta fornece um diagnóstico detalhado, além de orientações sobre quais medidas podem ser tomadas caso a empresa precise melhorar os serviços que oferece.

"Ao fazer os testes, o profissional consegue detectar rapidamente o que precisa ser ajustado e aprimorar o serviço. A ideia é que o TOP – que foi adaptado de uma iniciativa da holandesa Internet Standards Platform – também seja utilizado, em um segundo momento, pelos usuários em geral", comenta Gilberto Zorello, coordenador de Projetos do NIC.br e um dos responsáveis pela implantação da ferramenta.

No teste de sites, é possível identificar se eles são acessíveis via endereço IPv6, se os nomes dos domínios são assinados, se a conexão é confiável e se as opções de segurança de aplicação estão configuradas. O mesmo ocorre com a opção que testa serviços de emails, que também mostra se há proteção contra phishing. Já para os serviços de conexão, a ferramenta avalia se a operadora ou o provedor de Internet, por exemplo, já aderiu ao IPv6 e usa DNSSEC, que assegura o conteúdo do DNS, prevenindo ataques como roubo de informações de terceiros ou alteração de dados em compras eletrônicas, por exemplo.

Nas três possibilidades de testes, o diagnóstico é apresentado com recomendações sobre o que deve ser feito para melhorar os serviços oferecidos. A ferramenta disponibiliza, ainda, um link permanente do resultado, além de uma pontuação, que pode chegar até 100%. Quanto maior a classificação recebida com o teste, maior é a aderência das empresas aos padrões técnicos da Internet.

Ranking

A ferramenta ainda mostra "quem é TOP", ou seja, aqueles que alcançaram 100% nos testes para site, serviços de email ou em ambos. "Os que obtém essa pontuação nos testes entram na relação de campeões, disponível em https://top.nic.br/halloffame/. Vale ressaltar que a ferramenta, em nenhum momento, divulga outras notas e informações dos usuários", informa Zorello.

O TOP oferece, aos que obtiverem a nota máxima, um selo atestando a marca alcançada. No caso de provedores de hospedagem, é necessário ter CNPJ ativo, e nome de domínio próprio com pontuação de 100% nos testes para site e email – o mesmo se aplica aos domínios oferecidos para os clientes. Se atender a todos os requisitos, o provedor pode reivindicar o selo de hospedagem, que vai diferenciá-lo no mercado desse tipo de serviço.

"A adoção de melhores práticas é também uma máxima de outros projetos do NIC.br, como o IPv6.br, o portal BCP, o Programa Por Uma Internet mais Segura, os cursos BCOP e aprimoramento dos Grupos de Segurança e Resposta a Incidentes (CSIRTs). O TOP é mais uma iniciativa do NIC.br que vem para somar, visando que a rede se desenvolva de forma saudável e que, cada vez mais, tenhamos uma cultura de segurança na Internet no Brasil", ressalta Demi Getschko, diretor-presidente do NIC.br.

Fonte: Teletime News de 30 de novembro de 2021, por Marcos Urupá.

Emmanoel Campelo será relator da venda da Oi Móvel na Anatel

Após a complexa realização do leilão do 5G, a Anatel começa a focar na próxima grande atividade: analisar a venda da Oi Móvel para a Claro, TIM e Vivo. O processo do pedido de anuência prévia subiu ao Conselho Diretor na última sexta-feira, 26, e o relator sorteado foi o conselheiro Emmanoel Campelo.

A matéria chegou ao Conselho naquele mesmo dia, e trouxe com solicitação de urgência de conexão três processos: nº 53500.020134/2021-13, 53500.017376/2021-11 e 53500.040992/2021-76. São correspondentemente o processo de venda da Oi Móvel em si, a operação societária com transferência de outorgas e a análise do contrato de exploração industrial do tipo RAN Sharing entre as operadoras.

Na quarta-feira, 24, o superintendente de Competição, Abraão Balbino, levou em consideração a análise técnica da operação, com consulta da Procuradoria Federal Especializada (PFE), para atribuir acesso restrito ao relatório.

A justificativa foram as informações técnicas, econômico-financeiras e contábeis da Oi Móvel e das operadoras envolvidas.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também está analisando a operação. Em parecer, a Superintendência-Geral do órgão já havia recomendado a aprovação mediante remédios, como oferta de RAN Sharing nas faixas de 900, MHz, 1,8 GHz e 2,1 GHz em cidades com menos de 100 mil habitantes, oferta de roaming nacional e oferta de referência para MVNOs, tudo mediante contratação de um agente de monitoramento (trustee).

A própria SCP da Anatel já sinalizou publicamente a condição de remédios para a anuência prévia. São eles: a manutenção de oferta de rede virtual (MVNO); a oferta de roaming para prestadores de pequeno porte e; o compromisso voluntário de uso efetivo do espectro.

Fonte: Teletime News de 29 de novembro de 2021, por Bruno do Amaral.

Anatel publica autorizações de uso das frequências arrematadas no leilão do 5G

A Anatel publicou nesta segunda-feira, 29, no Diário Oficial da União (DOU) as autorizações que permitem às empresas a exploração das frequências arrematadas nos lotes ofertados no leilão do 5G. Desta forma, todas as autorizações estarão aptas após a assinatura dos termos de uso.

A Anatel homologou na última terça-feira, 23, os resultados do leilão do 5G. O ato de adjudicação foi o último a ser realizado no processo licitatório e ocorre quando não há mais recursos pendentes de análise. Nesta data, a agência reguladora convocou as empresas vencedoras do certame para a assinatura dos termos de autorização e/ou exploração associados às radiofrequências.

A assinatura dos documentos deverá ocorrer por meio digital em até dez dias contados da publicação do edital de convocação – ou até 3 de dezembro. Mas a solenidade oficial que marcará a assinatura dos termos segue prevista para dia 14 de dezembro, conforme apuração do TELETIME, e contará com a presença do presidente Jair Bolsonaro.


Confira aqui os atos:












Fonte: Teletime News de 29 de novembro de 2021, por Marcos Urupá.

Labriola cria grupo de executivos para auxiliar comando da TIM Brasil

Logo com a saída de Luigi Gubitosi na última sexta-feira, 26, Pietro Labriola, assumiu o cargo de general manager na Telecom Italia para manter a continuidade operacional da empresa, mas o Brasil não ficará desamparado. A TIM terá um grupo de vice-presidentes que não apenas auxiliará na gestão da operadora, mas também poderá atuar em nome do executivo.

A estratégia no País continua a mesma, mas Labrola criou um "grupo de executivos-chave" que ajudará na gestão diária e atuará "em seu nome, se necessário". O time é composto pelos vice-presidentes Camille Faria (CFO), Leonardo Capdveille (CTIO) e Alberto Griselli (CRO).

Em comunicado no domingo, 28, a TIM Brasil destacou que, além de exercer o comando na Itália e no mercado brasileiro, ele permanece conselheiro na TIM e também mantém a presidência da Conexis Brasil Digital, sindicato que representa as grandes operadoras. A operadora afirma que a nomeação de Labriola "atribuem todos os poderes necessários para garantir a estabilidade de gestão em todas as frentes, além de ressaltar a relevância da gestão brasileira na estratégia global do Grupo".

No comunicado, o executivo afirma que será possível ampliar sinergias entre as empresas. "É uma grande honra para mim assumir os novos desafios e irei exercer novas atribuições com a dedicação e determinação de sempre. As responsabilidades que me foram delegadas representam um reconhecimento dos resultados positivos da TIM Brasil."

Fonte: Teletime News de 29 de novembro de 2021, por Bruno do Amaral.

Labriola assume comando da Telecom Italia

 Em mais uma troca de comando, a Telecom Italia anunciou nesta sexta, 26, a renúncia de seu CEO Luigi Gubitosi e a nomeação do CEO da TIM Brasil, Pietro Labriola, como principal executivo na função de general manager com o objetivo de manter a continuidade operacional da empresa. Labriola manterá a posição de CEO da TIM Brasil, delegando algumas funções. Especula-se que seja apenas uma questão de tempo até que Labriola assuma como CEO o comando da Telecom Italia.

Outras funções de Gubitosi estão sendo assumidas, por enquanto, pelo presidente do conselho da operadora, Salvatore Rossi, ex-funcionário do Banco Central Italiano, especialmente nas questões relacionadas a segurança nacional na Italia. Caberá a ele também a negociação das condições de venda da Telecom Italia.

Gubitosi renunciou ao cargo para não atrapalhar as negociações com o fundo KKR, que fez uma oferta de 12 bilhões de euros pelo controle da operadora mas enfrenta preocupações do governo italiano (que tem a golden share da empresa) e resistência do principal acionista, a Vivendi.

Fonte: Teletime News de 29 de novembro de 2021, por Samuel Possebon.

Operadoras europeias querem gigantes de Internet ajudando a custear redes

Em declaração conjunta que reuniu 13 das maiores operadoras da Europa, o setor de telecom do continente defendeu um "reequilíbrio" na relação com gigantes de Internet – que poderiam passar a ser responsáveis por parte dos custos de rede, segundo as teles.

Publicada nesta segunda-feira, 29, a carta é apoiada por Telefónica (controladora da brasileira Vivo), Deutsche Telekom, Vodafone, BT, Orange, Swisscom, Telia, Altice, KPN, Telenor, Proximus, Vivacom e Telekom Austria. Dona da TIM e em período turbulento, a Telecom Italia ficou de fora.

"Parte grande e crescente do tráfego da rede é gerada e monetizada por grandes plataformas de tecnologia, mas requer um investimento de rede intensivo e contínuo e planejamento por parte da setor de telecom. Este modelo – que permite aos cidadãos da União Europeia desfrutar da transformação digital – só pode ser sustentável se essas grandes plataformas de tecnologia também contribuírem de forma justa para os custos de rede", afirmou o documento.

O apelo aos reguladores do bloco foi acompanhado da estimativa de 52,5 bilhões de euros em investimentos alocados pelo setor em 2020 (segundo dados da Analysys Mason), no maior volume em seis anos. O aporte envolve redes 5G, de fibra óptica, cabo, Open RAN, edge cloud e serviços.

Mudanças

Outras demandas também foram endereçadas pelo grupo de teles. Entre elas, mudanças na política local de concorrência, sobretudo para viabilizar acordos de compartilhamento, colaboração e ganhos de escala.

Em paralelo, as operadoras também solicitaram alterações regulatórias que permitam a aceleração de investimentos pela cadeia. O setor estima uma exigência de 300 bilhões de euros em capex para os próximos anos.

"A regulamentação deve refletir totalmente as realidades do mercado, agora e no futuro. Ou seja, que as operadoras de telecomunicações competem frente a frente com os serviços das gigantes de tecnologia, no contexto de mercados vibrantes. Preços de alto espectro e leilões que forçam artificialmente entrantes insustentáveis no mercado têm de acabar", defenderam as teles europeias.

Neste sentido, uma das propostas cogitadas pelo bloco e criticadas pelas empresas é a regulação dos preços de varejo para chamadas internacionais na União Europeia. A intervenção no "mercado competitivo onde existem muitas alternativas gratuitas" poderia retirar 2 bilhões de euros em receitas das operadoras em quatro anos, segundo cálculo do grupo.

A cobrança do setor de telecom por uma simetria com as regras seguidas por gigantes de Internet não é exclusividade da Europa. No Brasil, as principais operadoras da cadeia também têm defendido um novo pacto digital que diminua diferenciações entre o setor e as big techs.

Fonte: Teletime News de 29 de novembro de 2021, por Henrique Julião.