quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

IHS compra 2,1 mil torres da TorreSur no Brasil por US$ 315 milhões

A operadora de torres e infraestrutura IHS Towers anunciou nesta segunda-feira, 24, a aquisição de 2,115 mil torres da São Paulo Cinco Locação de Torres (SP5), parte do portfólio do grupo TorreSur.

O negócio foi fechado por US$ 315 milhões em dinheiro (ou mais de R$ 1,7 bilhão, na cotação atual do dólar). Quando concluída a operação, a IHS vai contabilizar 7 mil torres no Brasil, além da rede de fibra óptica da I-Systems, na qual a operadora é controladora e tem a TIM como sócia.

Segundo a IHS, a aquisição deve permitir US$ 38 milhões em receitas adicionais e US$ 36 milhões em Ebitda ajustado ainda no primeiro ano após o fechamento. A transação é vista como parte "fundamental" da estratégia de crescimento inorgânico da IHS Towers na América Latina.

O negócio ainda depende de aprovações regulatórias e há expectativa de conclusão neste primeiro trimestre. Em comunicado, a IHS destacou que os ativos da SP5 estão espalhados por 25 das 27 unidades federativas brasileiras. Também informou que funcionários da adquirida não devem ser transferidos para a compradora durante o processo.

Essa é a quinta aquisição realizada pela IHS Towers desde a entrada da empresa no Brasil, em 2019. Torres também foram compradas da Cell Site Solutions (CSS), da Skysites e da Centennial Towers, em operações que envolvem os mercados do Peru e Colômbia.

TorresSur

Pelo lado da vendedora, a operação foi classificada como a culminação da estratégia de valorizar ativos no segmento. O grupo possui 2,8 mil torres no Brasil, tendo vendido 3 mil das 6 mil estruturas adquiridas no País (parte delas oriundas da Oi). O fundo norte-americano Providence Equity Partners é o principal investidor da empresa.

Fonte: Teletime News de 24 de janeiro de 2022, por Henrique Julião.

TelComp diz que Cade não descarta reprovar venda da Oi Móvel

O presidente da TelComp, Luiz Henrique Barbosa, diz que já haveria uma "preocupação" no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em relação à venda da Oi Móvel para a Claro, TIM e Vivo. Em entrevista ao TELETIME, o executivo disse que conselheiros do órgão entendem a complexidade da operação, sobretudo diante do cenário da recuperação judicial da Oi, mas que isso não impediria até mesmo uma rejeição do processo.

"Todos eles estão bem preocupados com a operação, entendem que não é trivial. Existe a visão de que a operação poderia ser reprovada", declarou ele a este noticiário. O presidente da associação explica que haveria no Cade uma preocupação com a RJ da Oi, mas que o órgão se atém ao aspecto concorrencial apenas.

Na quinta-feira, 20, a TelComp, como parte interessada no processo, esteve em reunião com a conselheira Lenisa Rodrigues Prado para voltar a colocar a posição da associação de operadoras competitivas sobre a transação. Barbosa diz estar indo a Brasília constantemente e, por isso, dá essa avaliação sobre a atenção do órgão. O relator da matéria no Cade é o conselheiro Luis Henrique Braido, e o prazo para a apreciação do órgão é o dia 15 de fevereiro.

"Eu acredito que serão aplicado remédios, mas que não sejam placebo, e sim vacina – para que a gente possa ter competição no mercado", declarou Barbosa, referindo-se ao caráter preventivo das medidas ao comparar com uma vacina. O posicionamento da TelComp é que o ato de concentração é prejudicial para o mercado, e que o processo de fatiamento da Oi Móvel entre os três líderes de mercado não é comparável com processos de fusões em outros países por ter magnitude e diferente equilíbrio concorrencial. Já a operadora e as compradoras Claro, TIM e Vivo justificam ao Cade que a compra fortalece a competição pois nivelará as operadoras em quantidade de espectro e aproximará as participações de mercado.

A visão de Barbosa é que os remédios propostos não dariam conta da alteração mercadológica que a operação poderá trazer, sobretudo com impacto para pequenos provedores no atacado. "Tudo que [a superintendência geral do] Cade sugeriu a gente ainda acha que é incompleto, precisa ter remédios adicionais e tem que ser ex-ante, porque vai afetar a oferta de mercado (…), se não vira coisa para inglês ver."

Mesmo a distribuição de ativos parando nas mãos de operadoras regionais que adquiriram espectro no leilão não seria suficiente. A TelComp imagina que remédios "comportamentais" precisam também ser incluídos, uma vez que a concorrência entre Claro, TIM e Vivo poderia estagnar. "Quando a gente pensa nas capitais, o espectro possivelmente não está ocioso, mas isso não é verdade no interior do País, e a gente pede espectro [com acesso] secundário", diz Luiz Henrique Barbosa, ressaltando que acredita numa aprovação em breve do novo Regulamento de Uso de Espectro (RUE) na Anatel para garantir melhores condições ao mercado secundário.
Oi otimista

Procurada por TELETIME, a Oi respondeu por meio de um posicionamento que não comenta detalhes sobre processo em andamento, mas que continua mostrando otimismo com a aprovação do processo. Confira na íntegra:

A venda da UPI Ativos Móveis faz parte do Aditamento ao Plano de Recuperação aprovado pelos credores, e a Oi segue executando todos os passos contratados na última Assembleia Geral de Credores para que a mesma possa ser concluída de maneira bem sucedida e em prazos viáveis para seu percurso de transformação, incluindo naturalmente as interações com CADE e Anatel em seus respectivos processos de aprovação. A Companhia informa ainda que não comenta sobre detalhes dos processos em andamento que não os já divulgados publicamente como parte de suas comunicações a mercado, e ainda que tem plena confiança na análise correta da operação pelos órgãos competentes.
Ações da Oi

Na semana passada, rumores de mercado falavam em avanço na análise concorrencial do Conselho, impulsionados ainda mais com a divulgação da agenda de reuniões no órgão. Com isso, as ações da operadora continuaram com alta volatilidade ao longo do período.

No começo de janeiro, as ações ordinárias (OIBR3) estavam em baixa, chegando a queda de 9,21% nos dias 10 e 13. A partir do dia 17, mostraram alta e chegaram a subir 19,74% na quinta-feira passada, justamente em resposta aos rumores do mercado. Ao final da transação desta segunda-feira, 24, a ação está ainda em alta, de 3,49%. Contudo, ainda abaixo do R$ 1.
Uma nova proposta?

Nas últimas semanas algumas informações publicadas em colunas da Veja e do O Globo sugeriam que o empresário Nelson Tanure, hoje controlador da Copel e da Sercomtel, teria colocado uma proposta para o Cade. Esta informação foi desmentida pelo Portal Telesíntese.

Segundo apurou TELETIME, teria havido de fato uma movimentação dos principais grupos que são contrários à venda da Oi Móvel para a TIM, Claro e Vivo no sentido de sinalizar ao Cade que, caso a operação seja vetada ou severamente limitada, haveria disposição no mercado para uma alternativa de compra das frequências e/ou usuários da Oi Móvel. Mas não existe nenhuma formalização dessa intensão nem um grupo de compradores efetivamente criado. Vale lembrar que qualquer nova oferta pela Oi Móvel precisaria passar pela Assembleia Geral de Credores e pelo juiz responsável pela Recuperação Judicial, fora os trâmites normais no Cade e Anatel. Isso tudo levaria meses, e a própria Oi informou à Anatel que sofre uma grande pressão de caixa para concluir a operação de venda dos ativos até fevereiro. (Colaborou Samuel Possebon)

Fonte: Teletime News de 24 de janeiro de 2022, por Bruno do Amaral.

sábado, 22 de janeiro de 2022

Aprovação da venda do controle da V.tal para o BTG não tem restrições jurídicas

Segundo apurou TELETIME, a Procuradoria Federal Especializada da Anatel (PFE), em parecer sigiloso emitido esta semana sobre o processo de análise da venda do controle da V.tal para a Globenet/BTG, não viu nenhum impedimento ou fez qualquer recomendação que inviabilize a aprovação nos termos propostos. A PFE baseou sua análise no relatório da área técnica da Anatel, que já havia dado o sinal verde, sem maiores complicações. Mas a Procuradoria Federal Especializada faz algumas recomendações ao Conselho Diretor a fim de dar mais segurança ao processo. Um dos pontos de atenção da PFE é na questão dos bens reversíveis. A análise técnica não viu nenhum risco, já que a regulamentação é clara ao estender às empresas coligadas e controladas as obrigações de reversibilidade das concessionárias. Como a Oi segue sendo controladora da V.tal mesmo após a venda para o BTG, a Anatel entende que os bens reversíveis estariam preservados. Mas a área jurídica da Anatel recomenda que o corpo técnico fique atento aos cenários futuros de possíveis alienações de ativos, eventualmente com a imposição de condicionamentos como a apresentação de um inventário dos bens que estão sendo incorporados ou comprovação de desoneração de bens que venham a ser considerados reversíveis. Seriam medidas bem simples a serem implementadas, mas o ponto fundamental para a PFE é que qualquer alienação de bens reversíveis continue sujeita à anuência prévia da Anatel. Notícias relacionadas Anatel escolhe relator da venda do controle da V.tal pela Oi TELETIME News – 20/01/2022 | Vero pode retomar IPO em 2023 | Modelo de redes neutras à prova | Portabilidade em alta em 2021 Outra questão que foi especialmente analisada pela área técnica e pela Procuradoria Federal Especializada da Anatel, segundo apurou este noticiário, mas mesmo assim sem nenhum risco de que isso possa comprometer a operação, é a participação societária que o fundo GIC Ventures Pte. Ltd. (GCIV), de Singapura, terá na V.tal. O fundo é sócio da IHS, que controla a operadora de rede neutra da iSystem ao lado da TIM. E o fundo GCIV anda tem uma participação societária na Algar Telecom. Mas nem a área técnica nem a procuradoria viram problemas com isso, por enquanto, considerando que são participações sem o poder de gerar prática de conluio ou cartel. O processo de venda da V.tal, com o parecer favorável da área técnica em sem óbices jurídicos da PFE, está já distribuído para o gabinete do conselheiro Vicente Aquino, mas ainda sem expectativa de julgamento.

Fonte: Teletime News de 21 de janeiro de 2022, por Samuel Possebon.

Anatel escolhe relator da venda do controle da V.tal pela Oi

O processo de anuência prévia para a venda do controle da V.tal (InfraCo) pela Oi já tem relator no Conselho Diretor da Anatel. Vicente Aquino foi o sorteado na manhã desta sexta-feira, 21. Na prática, apenas ele e Moisés Moreira estavam disponíveis, uma vez que os demais conselheiros continuam em período de férias, incluindo o presidente interino Raphael Garcia.

A matéria subiu ao conselho no dia anterior, enviada pela Superintendência Executiva da agência. O relatório da equipe técnica ainda foi remetido à Procuradoria Federal Especializada (PFE) do órgão no último dia 19.

A área técnica da Anatel já havia dado o sinal verde a anuência prévia sem ressalvas ou condicionantes para a venda do controle da V.tal para os fundos geridos pelo BTG Pactual, representado pela operadora de cabos submarinos Globenet no processo. A informação foi antecipada em dezembro do ano passado pelo portal Tele.Síntese e confirmada por TELETIME. Já a área jurídica da Anatel fez apenas algumas recomendações em relação a questões ligadas ao problema dos bens reversíveis, e estas questões deverão agora ser endereçadas pelo conselho diretor a partir do relatório do conselheiro Vicente Aquino.

Conforme apontou a área técnica, não haveria conflitos com a concessão da Oi na telefonia fixa (STFC). Isso porque não haveria nenhum risco em relação aos bens reversíveis, uma vez que a Oi permanecerá no grupo de controle, de modo que a V.tal permanece vinculada às mesmas obrigações da concessionária de telecomunicações. Se no futuro houver qualquer outra mudança no controle da V.tal, isso precisará ser novamente analisado pela Anatel.

No Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o processo já obteve aprovação ainda em julho. Precisando de caixa, a Oi tinha como expectativa a anuência prévia da Anatel agora em janeiro, mas o mais provável é que o assunto seja debatido apenas em fevereiro, com a volta dos demais conselheiros – a próxima reunião do Conselho Diretor está marcada para o dia 10 de fevereiro.

A Análise da V.tal se soma ao caso da Oi Móvel, este na mão do conselheiro Emmanoel Campelo, que também precisa passar pela anuência prévia da agência para ser aprovado. No caso da Oi Móvel, há ainda a expectativa do julgamento no Cade no próximo dia 6 de fevereiro.

Fonte: Teletime News de 21 de janeiro de 2022, por Bruno do Amaral.

Caixa financeiro da Oi reduz R$ 137 milhões em novembro

Em novembro, as empresas em recuperação judicial do grupo Oi somaram uma redução de R$ 137 milhões no caixa financeiro (queda de 5%), acelerando movimento de queima já observado em outubro.

Os dados fazem parte do relatório mensal publicado pelo Escritório de Advocacia Arnoldo Wald, que administra a recuperação judicial da tele. Segundo o documento, a Oi fechou novembro com R$ 2,628 bilhões de caixa financeiro, após geração operacional líquida negativa de R$ 165 milhões no mês.

O resultado ocorreu mesmo com alta de R$ 81 milhões nos recebimentos registrados pela empresa em novembro – para R$ 2,284 bilhões. Uma maior remuneração com serviços de uso de rede e com o aumento de venda de recargas para parceiros foram as principais causas.
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Por outro lado, os pagamentos da companhia também cresceram, atingindo R$ 2,250 bilhões após gastos R$ 164 milhões maiores em novembro. A maior parte do aumento foi vinculada ao maior pagamento de fornecedores de materiais e serviços.

No mesmo intervalo, os investimentos do grupo somaram outros R$ 198 milhões, em queda de R$ 56 milhões ante outubro. Mesmo com a redução, a diferença entre os recebimentos e os pagamentos/investimentos da tele resultou na geração operacional negativa de R$ 165 milhões.

Considerando os R$ 26 milhões de entradas com operações financeiras e outros R$ 2 milhões oriundos de operações non-core, a redução no caixa foi limitada aos números finais de R$ 137 milhões. Em outubro, tal saldo também fora negativo, mas em R$ 71 milhões.
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Fonte: Teletime News de 21 de janeiro de 2022, por Henrique Julião.

Pietro Labriola é oficializado CEO da Telecom Italia e deixa a TIM Brasil

A Telecom Italia confirmou o nome de Pietro Labriola como CEO da companhia. A decisão foi tomada pelo conselho de administração do grupo italiano nesta sexta-feira, 21, e tem efeito imediato. Com isso, o executivo deixará seu posto de diretor e CEO da TIM Brasil, posição que acumulava com a de General Manager na controladora desde o dia 26 de novembro último.

No comunicado traduzido para o português e enviado à CVM, a TIM destaca que o "processo de sucessão do CEO" já foi iniciado e a operadora espera poder anunciar um novo nome "nos próximos dias". A companhia coloca ainda que Labriola "manterá seu atual cargo de CEO e membro do conselho da TIM Brasil até que o novo CEO seja nomeado".

De acordo com o comunicado, a TIM Brasil "reafirma seu foco na execução de sua estratégia, que continua sendo conduzida por um grupo de executivos-chave dentro do conselho de administração". Esse grupo é liderado pelo CRO, Alberto Griselli, e é composto também pela CFO, Camille Faria; e o CTIO Leonardo Capdeville.

Essa confirmação de Pietro Labriola no comando do grupo já era tida como certa pelo mercado e foi amplamente apontada pelo noticiário italiano ao longo desta semana.

Fonte: Teletime News de 21 de janeiro de 2022, por Bruno do Amaral.

Um Telecom coloca ESG como parte natural da estratégia de operação

Nesta semana, a provedora regional Um Telecom divulgou um projeto com a geração de energia solar que deverá ser responsável por 80% do consumo energético da companhia. Mas não é a única meta de ESG que a empresa de Recife possui. Em conversa com o TELETIME nesta sexta-feira, 21, a gestora de marketing e ESG, Raquel Scarano, e o diretor adjunto de controladoria, Adilson Gadelha, mostram que é possível incorporar a cultura de sustentabilidade, social e governança para a ISPs.

Scarano destaca que a Um Telecom já nasceu com algumas das iniciativas sustentáveis, mas agora passou a "envelopar" tudo no padrão de ESG. Ela própria, inclusive, um exemplo de posição de liderança considerando uma composição mais diversa na empresa.

Para a gestora de marketing e ESG, apesar de ter acontecido uma evolução natural nessa estratégia para a companhia, está é uma tendência que será inevitável para o mercado de ISPs. Para o futuro, a expectativa é expandir essas iniciativas, como a capacitação profissional e a oferta de acesso em uma comunidade carente bem no Porto Digital, polo tecnológico da capital pernambucana e onde fica a sede da provedora. Hidrogênio verde é o petróleo do futuro

A geração fotovoltaica deverá também abastecer um futuro data center da Um Telecom. Gadelha coloca que a infraestrutura deverá ser localizada na Região Metropolitana do Recife, mas que isso não deverá afetar na efetividade do programa. Até porque o consumo em si é feito na rede comercial da distribuidora, e a energia gerada na usina em São Caetano, no agreste pernambucano, é enviada à concessionária em troca.

Fonte: Teletime News de 21 de janeiro de 2022, por Bruno do Amaral.