quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

V.tal tem contrato em 26 cidades do Centro-Oeste

Operadora de fibra óptica criada a partir da segregação de infraestrutura da Oi, a V.tal divulgou nesta terça-feira, 1º, quatro contratos de redes neutras com provedores de Internet da região Centro-Oeste.

De acordo a empresa, os acordos abrangem mais de 2 milhões de residências de 26 municípios nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal. Entre as empresas, a única que teve o nome revelado é a Easy Telecom, com atuação em Brasília e mais dez cidades.

A V.tal oferece soluções neutras fim a fim para provedores, além de serviços de atacado. Nacionalmente, a empresa possui rede de fibra óptica com cerca de 400 mil km, chegando a 2,3 mil cidades e mais de 14 milhões de casas passadas no Brasil. Entre operadoras nacionais e provedores regionais, a companhia contabiliza mais de 355 contratos em todo o País.

A venda do controle da V.tal da Oi para fundos do BTG Pactual está atualmente nas mãos do conselheiro Vicente Aquino na Anatel. Porém, a operação obteve o sinal verde da área técnica da agência.

Fonte: Teletime News de 1 de fevereiro de 2022, por Henrique Julião.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Anatel aprova venda da Oi Móvel para Claro, TIM e Vivo

Em uma reunião extraordinária de menos de meia hora, o conselho diretor da Anatel concedeu anuência prévia para a venda da Oi Móvel para a Claro, TIM e Vivo. No encontro virtual desta segunda-feira, 31, o conselheiro vistante, Vicente Aquino, apenas introduziu ajustes pontuais à proposta trazida pelo relator, Emmanoel Campelo, na última sexta-feira.

A maior diferença foi a inclusão de determinação da manutenção do fornecimento dos serviços de telecomunicações à estação Comandante Ferraz no programa antártico brasileiro, o ProAntar, por parte das compradoras da Oi Móvel. Segundo o voto de Aquino, corroborado pelos demais conselheiros, Claro, TIM e Vivo devem negociar com a Oi em até 90 dias, prorrogáveis (se submetido à Anatel) por igual período, como se dará a manutenção do acordo de cooperação entre Marinha, Anatel e Ministério das Comunicações (assinado em janeiro de 2020 pelo antigo MCTIC) até o término do prazo previsto, em 21 de janeiro de 2024.

Os demais foram redacionais. Basicamente:

> determinar a manutenção de fornecimento de linha dedicada para que a Oi S.A. possa cumprir as obrigações previstas no PGMU IV;

> determinar a Claro, TIM e Vivo que submetam novas ofertas de referência de produtos de atacado (ORPA) e explicitar que o roaming será para todas as áreas geográficas;

> Ambas as ofertas de referência no mercado relevante, para MVNOs, deverão ser homologadas pela Anatel, conforme o PGMC; e

> determinar que a Superintendência de Relações com Consumidores (SRC) realize acompanhamento específico da Oi Móvel e das compradoras para "assegurar a observância de padrões de qualidade e segurança para o consumidor" nos processos de migração e manutenção de contratos.

Além desses pontos, os processos de acordo de RAN Sharing da Oi Móvel com Claro, TIM e Vivo (ou seja, o compartilhamento de espectro entre as operadoras móveis) e de mudança societária na Oi para a incorporação da Oi Móvel seguiram inalterados em relação ao voto de Campelo, sem nenhuma nova proposta no voto vista. Desta forma, foram ambos aprovados também, junto com o processo da Oi Móvel.
Venda da Oi Móvel

Logo após a reunião do Conselho Diretor da Anatel, a Oi informou ao mercado ter recebido a anuência prévia para a venda da unidade móvel. Em fato relevante, a empresa cita que ainda espera a aprovação da transação no Conselho Administrativo de Defesa Concorrencial (Cade) para a efetiva conclusão, além do cumprimento das "condições precedentes usuais" previstas no contrato da operação.

Na questão societária, afirma que a Anatel aprovou a transferência das outorgas de TV por assinatura (SeAC) e banda larga (SCM) da Oi Móvel para a Oi S.A., também sujeita a cumprimento de condicionantes. Uma delas é a obtenção da autorização do debenturista da 2ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie com garantia real, com garantia adicional fidejussória, em série única, para colocação privada, da Oi Móvel.

Disse a Oi no fato relevante: "As anuências (…) representam, assim, o cumprimento de mais uma importante etapa do aditamento ao plano de recuperação judicial da companhia (…) aprovado na assembleia geral de credores e homologado pelo juízo da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro".
Vivo

A Vivo também enviou ao mercado fato relevante comunicando a anuência prévia da Anatel para a venda da Oi Móvel. Contundo, limitou-se a mencionar que ainda falta o sinal verde do órgão concorrencial. "Considerando que o Contrato prevê condições precedentes adicionais ao referido Ato de Anuência, tais como a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica -CADE, a Companhia divulgará oportunamente o andamento do processo de aquisição contemplada no Contrato, nos termos da Resolução 44 e da legislação aplicável."

Fonte: Teletime News de 31 de janeiro de 2022, por Samuel Possebon.

Oi Móvel: uma decisão imensa, mas silenciosa

Quem acompanha a Anatel há muito tempo já viu a agência tomar decisões de grande impacto que mudam o rumo do mercado: grandes processos de licitação, como foi recentemente o edital de 5G; grandes operações de fusões e consolidações, como foi a operação entre Telemar e Brasil Telecom; grandes mudanças regulatórias, como foi a mudança do PGO justamente para acomodar a criação da "BrOi"; grandes inovações regulatórias, como foi a instituição do Plano Geral de Metas de Competição ou a criação do Serviço de Comunicação Multimídia; decisões paradigmáticas, como aquela que desobrigou o cumprimento da Lei do SeAC sobre serviços de vídeo sobre Internet…. Exemplos não faltam nesses 24 anos de história da agência, atentamente cobertos por TELETIME. Nesta segunda, dia 31 de janeiro de 2022, foi tomada uma dessas decisões que definem o futuro do mercado e marcam uma era: a venda da Oi Móvel para as concorrentes Claro, TIM e Vivo.

Mas o que se viu foi uma decisão quase protocolar, como se ali estivesse sendo decidida uma outorga para um serviço privado irrelevante. Sabe-se que era uma operação complexa, em que apenas o voto relator tinha mais de 100 páginas, e que certamente terá implicações concorrenciais, consumeristas e regulatórias de grande impacto nos próximos anos. A Anatel votou o assunto com pressa, em uma sessão extraordinária na última sexta e, após um período de vistas relâmpago, numa outra sessão extraordinária de não mais de 30 minutos nesta segunda, 31. Ficou faltando uma mensagem mais consistente do conselho diretor sobre o resultado final.

Independente dos argumentos sobre esta ser ou não a única alternativa possível diante das circunstâncias (como analisado aqui), o fato é que a operação de compra da Oi Móvel pelas concorrentes diretas tira um quarto operador do mercado, o que por si só é um acontecimento de muita relevância. Nos autos do processo certamente há análises concorrenciais dos técnicos da agência e reflexões dos conselheiros que justificam e dão solidez a essa decisão, mas elas deveriam ter sido expostas e apresentadas, fosse nos votos públicos dos conselheiros, fosse em uma coletiva com a imprensa após a decisão ou, pelo menos, numa nota à imprensa mais longa. É certo que tudo isso estará público para ser dissecado no próprio processo, caso os documentos ganhem versões públicas, mas a Anatel não pode ter constrangimento de assumir publicamente as suas decisões.

Tanto é que a própria decisão da agência traz remédios concorrenciais importantes, como a obrigação de oferta pública de roaming no atacado, oferta pública de referência para operadores virtuais, compromisso de uso do espectro por parte das compradoras. Caberia uma explicação mais detalhada sobre como esses mecanismos irão funcionar, quais os motivadores para a aplicação desses remédios e quais os resultados esperados.

Do ponto de vista dos consumidores, a situação também mereceria melhor detalhamento. Afinal, são 41 milhões de clientes da Oi Móvel. A aprovação traz remédios para mitigar possíveis problemas a estes consumidores, como desobrigá-los de cumprir cláusulas de fidelidade e multas; assegurar a portabilidade; e garantir o desempacotamento no caso de clientes com combos. Mas a explicação sobre esses remédios para estes 41 milhões de consumidores demandaria da agência um pouco mais de atenção do que a simples leitura dos votos dos conselheiros. De novo, é desejável que a agência explicite os motivadores para a aplicação destes remédios (e não de outros) e, sobretudo, quais os direitos que os clientes da Oi Móvel terão daqui em diante.

Do ponto de vista regulatório, o principal desafio trazido pela operação de venda da Oi Móvel é na concentração de espectro. A Anatel tem dito há tempos que algumas questões serão endereçadas na regulamentação do mercado secundário de espectro, que a agência está atenta a novas formas de garantir acesso de novos entrantes ao mercado móvel, que o leilão de 5G foi uma prova de que o acesso a espectro não é uma barreira de entrada etc. A decisão sobre a Oi Móvel, se não é um catalisador para esses movimentos de reformas regulatórias, é mais um argumento nesse sentido, como aliás foi apontado pela SEAE, do Ministério da Economia. O que se sabe é que a agência demandará das compradoras "elaborar e tornar públicos planos de compromissos voluntários de efetiva utilização do espectro". Mas faltou explicar o que é isso. A aprovação da operação seria também um bom momento para uma mensagem de direcionamento sobre o que a agência pensa e como vai tratar a gestão do espectro nos próximos anos. Responsabilidade que também cabe ao Ministério das Comunicações, como formulador de políticas públicas, aliás.

A venda da Oi Móvel, tinha como principal motor a urgência da empresa em concluir a sua reestruturação e o cumprimento das metas econômicas traçadas no plano de recuperação, cujo foco são os credores da empresa e acionistas. Há muitos anos sabe-se que a situação delicadíssima em que a Oi entrou precisaria de atenção especial do governo e da Anatel. Se a decisão da agência de aprovar a venda foi uma forma de resolver o problema, seria apenas um motivo a mais para que um pouco mais de pompa e circunstância num caso tão relevante.

O fato de a agência estar desfalcada em seu conselho diretor e como uma presidência temporária podem ter contribuído para a timidez da Anatel em defender e explicar as suas opções que, diga-se de passagem, foram unânimes e muito convictas entre os quatro conselheiros titulares. Mas a cada vez que a agência deixa de exercer seu protagonismo, ela perde um pouco de sua força. Ser uma agência reguladora altiva e independente requer um exercício diário de convicção e transparência sobre as próximas decisões. Nesse sentido, a decisão da Oi Móvel foi um completo anticlímax. Não deixa de ser, também, um fato histórico.

Fonte: Teletime News de 31 de janeiro de 2022, por Samuel Possebon.

Alberto Griselli é nomeado CEO da TIM

A TIM oficializou nesta segunda-feira, 31, o nome de Alberto Griselli para o posto de CEO da companhia. O executivo substitui Pietro Labriola, que assumiu o comando da controladora da empresa, a Telecom Italia.

Na operação brasileira, Griselli ocupava o cargo de Chief Revenue Officer (CRO) desde 2019, sendo responsável pela asseguração de receitas da TIM. Com a promoção, Griselli também foi indicado ao conselho de administração da operadora no País, em função que ainda deve ser ratificada em assembleia geral de acionistas.

O novo mandatário da companhia tem 52 anos e, assim como Labriola, é italiano. Graduado em engenharia eletrônica pela Sapienza Universitá di Roma, Griselli tem mais de 20 anos de experiência no setor e atua no País desde 2004, quando foi diretor geral para o Brasil e América Latina na consultoria Value Partners. Ele também foi vice-presidente para a América Latina da TIMwe, provedora de soluções para operadoras.

Momento

Em comunicado, o novo CEO destacou que assume a TIM em um momento decisivo para a empresa – que atravessa a implantação das redes 5G e a fase final da compra de ativos móveis da Oi ao lado de Claro e Vivo.

"A TIM Brasil vive um momento especialmente decisivo de ampliação de seu protagonismo. A companhia está pronta – com um time coeso de gestores extremamente preparados -, para manter a alta performance em plena revolução do 5G, um marco de inovação para o país. Esse salto para o futuro se dá num cenário de consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações, num movimento que reforça a TIM Brasil como um de seus pilares. Nosso direcionamento estratégico segue em curso com muita clareza para toda a empresa", afirmou Griselli. Note-se que ele faz referência à atual equipe de gestão da TIM e ao atual plano estratégico, o que indica que, no curto prazo, ele não está sinalizando mudanças radicais na forma como a operadora é conduzida.

Fonte: Teletime News de 31 de janeiro de 2022, por Henrique Julião.

Sai lista de substitutos ao conselho da Anatel; Wilson Wellisch assume a presidência

O presidente Jair Bolsonaro publicou nesta segunda, dia 31, a lista de substitutos selecionados para compor o conselho da Anatel no caso de ausência permanente de titulares. O primeiro substituto é Wilson Diniz Wellisch, superintendente de fiscalização, e que deve assumir a vaga aberta de presidente da agência já nesta segunda, possivelmente já presidindo a sessão extraordinária marcada para as 16h e que vai analisar a venda da Oi Móvel. (Atualização: a convocação de Wellisch como presidente não saiu a tempo da reunião, que foi presidida pelo interino Emmanoel Campelo)

Ele permanece no cargo por 180 dias ou até que o conselheiro definitivo seja sabatinado no Senado. Os nomes de Carlos Baigorri (para a vaga de presidente) e Artur Coimbra (para preencher a vaga de Baigorri) estão no Senado desde o final do ano passado aguardando a sabatina da Comissão de Infraestrutura.

Os outros nomes da lista de substituto são Nilo Pasquali (superintendente de planejamento regulatório) e André Gustavo Farias Gonçalves (superintendente de gestão interna). Eles assumirão, nesta ordem, eventuais vacâncias no conselho diretor.

Fonte: Teletime News de 31 de janeiro de 2022, por Samuel Possebon.

Rodrigo Abreu é reeleito presidente da Oi

Presidente da Oi há exatos dois anos, Rodrigo Abreu foi reeleito para o cargo nesta segunda-feira, 31. A decisão do conselho de administração da companhia em recuperação judicial determina que a duração do mandato do executivo é até o dia 31 de janeiro de 2024.

O comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apenas detalha que Abreu ingressou na Oi em setembro de 2018 como membro do conselho, mas logo passou a ser coordenador do comitê de transformação, estratégia e investimentos. Em setembro de 2019, foi eleito como diretor na posição de Chief Operating Officer (COO). Ele também já foi presidente da TIM entre 2013 e 2016.

A reeleição de Abreu também acontece em um momento crucial, quando a Oi espera obter a anuência prévia da Anatel pela venda da Oi Móvel para Claro, TIM e Vivo. Após um pedido de vista do conselheiro Vicente Aquino na sexta-feira, 28, o Conselho Diretor da agência já marcou outra reunião extraordinária para decidir o caso nesta segunda-feira, 31, às 16h.

Um dos motivos para Aquino ter pedido vista foi o fato de ele ser o relator do processo da venda do controle da V.tal para os fundos geridos pelo BTG Pactual. Essa outra operação também aguarda anuência da Anatel, mas em um processo bem menos complexo do que a alienação da unidade móvel da Oi e que já teve recomendação positiva do corpo técnico da agência.

Fonte: Teletime News de 31 de janeiro de 2022, por Bruno do Amaral.

CEO da Telefónica é eleito para presidir a GSMA

CEO e presidente do conselho de administração da Telefónica, o executivo José María Álvarez-Pallete foi eleito para presidir a GSMA, principal entidade global das operadoras móveis.

O espanhol assumirá o cargo neste mês de fevereiro, em mandato que se estende até dezembro de 2022. Álvarez-Pallete substitui Stéphane Richard, que ocupou o posto de chairman da GSMA por três anos até renunciar ao comando do grupo francês Orange. Pela norte-americana Verizon, Rima Qureshi segue como vice-presidente do colegiado.

Como novo presidente do conselho, o CEO da Telefónica (que controla a brasileira Vivo) vai supervisionar o planejamento estratégico da entidade, que agrega mais de 400 players da indústria de telecomunicações. A GSMA também promove o Mobile World Congress (MWC), tradicional feira setorial realizada em Barcelona no final de fevereiro.

Desafios

Em comunicado, Álvarez-Pallete afirmou que questões críticas deverão ser abordadas durante o mandato. "Tecnologias como 5G, edge computing, cloud, cibersegurança, inteligência artificial (AI) e Internet das Coisas (IoT) redefiniram a forma como a sociedade opera e interage online, abrindo caminho para o metaverso, web3 [espécie de Internet baseada em blockchain] e uma nova era digital", afirmou.

"No entanto, o aumento da digitalização deve incluir liderança responsável para impulsionar o crescimento, a criação de empregos, a sustentabilidade e acelerar a inclusão digital. Estou ansioso para apoiar a GSMA na condução dessas questões críticas e de muitas outras ao lado do conselho".

Álvarez-Pallete é formado em Economia pela Universidade Complutense de Madrid e está na Telefónica desde 1999. Em 2012 o executivo assumiu o cargo de CEO do grupo e, em 2016, o de presidente do conselho de administração.

Fonte: Teletime News de 31 de janeiro de 2022, por Henrique Julião.