sábado, 22 de janeiro de 2022

Empresa lança plataforma para fusões e aquisições de provedores regionais

Especializada em fusões e aquisições (M&A), a boutique IT Investimentos está lançando nesta sexta-feira, 21, uma plataforma online para facilitar negociações de provedores regionais de Internet (ou simplesmente ISPs).

Chamada de ISP à Venda, a ferramenta deve contar com uma calculadora gratuita de valuation para o segmento, além de consultoria para a captação de recursos entre eventuais investidores. A plataforma pode ser acessada aqui.

"Com isso os empresários e donos das empresas conseguem saber o valor da sua empresa e evoluir para uma possível negociação, diante do atual cenário aquecido em que o setor se encontra", afirmou a IT Investimentos, em comunicado. Atualmente, a empresa reporta participação em 30 processos de M&A em andamento no setor de telecomunicações.

Fonte: Teletime News de 21 de janeiro de 2022, por Henrique Julião.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Leilão do 5G e Oi Móvel exigirão desembolsos bilionários das teles em 2022

As obrigações do leilão do 5G e a compra (ainda pendente de aprovação final) da Oi Móvel devem exigir desembolsos bilionários de Vivo, TIM e Claro durante o ano de 2022. As empresas, contudo, estão preparadas e capitalizadas para o ano desafiador, segundo o BTG Pactual.

Em relatório sobre o setor, o banco estimou um consumo de caixa de R$ 9,7 bilhões em 2022 pela TIM, somando o início dos compromissos do leilão e a aquisição de ativos da concorrente. O volume também é relevante na Vivo (R$ 8,2 bilhões) e na Claro (R$ 6,3 bilhões); veja maiores detalhes no quadro abaixo:Valores em bilhões de reais. Fonte: BTG Pactual

"Os pagamentos a serem feitos pelas grandes empresas de telecomunicações em 2022 são pesados, mas elas estão fortemente capitalizadas, geram muito caixa e possuem baixíssima alavancagem", contextualizou o BTG.

Fontes

No caso da Vivo, um caixa de R$ 8,7 bilhões ao fim do terceiro trimestre de 2021 e a previsão de ganhos tributários significativos após a decisão do STF pela exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins surgem como motivos para a previsão positiva, além de nova geração de caixa robusta projetada para o ano.

Na TIM, recentes captações com bancos internacionais, de debêntures incentivadas e a venda da I-Systems para IHS foram listados como fatores que devem permitir os fundos necessários; o caixa da companhia ao fim do terceiro trimestre era de R$ 7,4 bilhões.

A diferença entre as concorrentes é que, segundo o BTG, a Vivo seria capaz de pagar os compromissos sem afetar valores de pagamento de dividendos e de recompra de ações. Na TIM, a possibilidade de dividendos menores é considerada pelo banco.

Já na Claro, a situação evidenciada pelo balanço da controladora América Móvel seria "confortável", especialmente a partir do momento que a mexicana concluir vendas de ativos em andamento. Vale lembrar que a operadora não tem capital aberto no Brasil.

Baratas

De forma geral, a avaliação do BTG (que é gestora de fundos que está em vias de se tornar sócio da Oi na V.tal) é que as empresas da cadeia de telecom estão entrando "baratas e resilientes" no mercado de ações de 2022. O banco notou que Vivo e TIM ficaram acima do Ibovespa desde o início do segundo semestre de 2021 (altas de 19% e 13% contra queda de 16% na média da bolsa).

O BTG admite que a taxa de crescimento de outros setores tem sido mais consistente nos últimos anos, mas apontou Ebtida e fluxo de caixa crescentes e a estabilização das margens como fatores que tornam as teles escolhas pouco arriscadas para novos investidores.

Neste sentido, a aquisição da Oi Móvel deve trazer efeitos positivos sobre a lucratividade, como já apontado pelo mercado financeiro. Impactos da operação devem começar a ser sentidos em 2022, mas apenas em 2023 em sua integralidade, com efeitos especialmente benéficos na TIM.

A avaliação também aponta que as principais teles estão quase recuperadas do impacto na receita causado pela pandemia de covid-19. Em comum entre as principais empresas estariam "ótimos resultados" na telefonia móvel pós-paga.

Já no mercado fixo, a relevância da fibra óptica nos investimentos de Oi e Vivo foi destacada pelo documento. Apesar do crescimento das redes FTTH ainda estar ocorrendo em ritmo intenso, há receio que a receita média por usuário (ARPU) da banda larga não possa crescer tanto em 2022 por conta dos efeitos da inflação.

Fonte: Teletime News de 19 de janeiro de 2022, por Hnerique Julião.

Abrint denuncia Ufinet à Anatel por "postura oportunista" em piloto de postes

A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) protocolou na Anatel uma denúncia contra a operadora de rede neutra Ufinet e a concessionária de energia Enel por conta do projeto piloto de compartilhamento de postes. Segundo a entidade nesta quarta-feira, 19, o projeto "fere os princípios de isonomia e competitividade do mercado de telecomunicações", chamando a postura da Ufinet de "oportunista".

No comunicado, a diretora-executiva da Abrint, Alessandra Lugato, destacou a importância do ordenamento dos postes para o setor, mas afirmou que a entidade não aceita a prática que, diz ela, a Ufinet estaria fazendo: pressionar provedores a contratar uma "suposta" rede neutra da empresa, que tem a Enel como controladora. "Por isso, pedimos à Anatel que tome as devidas providências para suspender o projeto piloto, a fim de evitar mais prejuízos aos provedores", declarou.

Lugato afirma que o projeto da Ufinet com a Enel afronta a legislação, as regras de compartilhamento de infraestrutura e os princípios de isonomia e competitividade. Segundo ela, a prática "pode acarretar inúmeros conflitos com os provedores e enorme prejuízo ao mercado de telecomunicações e a toda a sociedade".

A Abrint não é a única a reclamar da postura da empresa. O conselheiro da Anatel Emmanoel Campelo declarou ao TELETIME no início de dezembro passado que a Ufinet estaria "agindo de forma inadequada e oportunista". Na época, ele afirmou que a agência pode e deve intervir.

A Ufinet conduz o piloto em São Paulo, em um dos polos financeiros mais importantes da capital, o Itaim Bibi. No projeto, a empresa estaria cobrando as operadoras para a regularização das redes, mas com a condição de que seria necessário contratar a rede neutra dela para permitir acessar o ponto de fixação no poste.

Fonte: Teletime News de 19 de janeiro de 2022, por Bruno do Amaral.

Vero conclui nova aquisição em MG; veja números da operadora em 2021

 A operadora de banda larga fixa Vero anunciou nesta quarta-feira, 19, a conclusão da compra da mineira Giganet. A empresa adquirida tem atuação em seis cidades do Vale do Aço (MG) e aproximadamente 46 mil clientes atendidos por fibra óptica.

Segundo comunicado da Vero, o mercado endereçável com o negócio é de 300 mil acessos. A transação também envolve 2,2 mil km de redes FTTH e backbone de 120 km que passa por 150 mil domicílios (HPs) em Ipatinga e outras cidades mineiras.

Essa é a 16ª aquisição realizada pela Vero desde a união de empresas que resultou na operadora, ainda em 2019. Em entrevista ao TELETIME nesta quarta-feira, o CEO da provedora, Fabiano Ferreira, afirmou que 2022 "vai continuar bem acelerado em termos de M&A" após a empresa ter o seu "melhor ano" em 2021.

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Com a adição da Giganet, a Vero e as provedoras adquiridas por ela já reúnem 610 mil acessos de banda larga em 180 cidades do Sul e Minas Gerais. Do total, pouco mais de 250 mil foram adicionados ao longo do ano passado, sendo cerca de 180 mil via aquisições. O número bateu a compra de base em 2020 (125 mil assinantes) e em 2019 (130 mil).

Estratégia

Segundo Ferreira, a expansão tem sido acompanhada por uma market share médio de 35% nas cidades onde a Vero atua, por grau de satisfação (medido pelo NPS, ou net promoter score) acima da média e por velocidade média de download de 215 Mbps ofertada para clientes.

Os indicadores têm a ver com a estratégia de diferenciação e manutenção de tíquete médio alto, que é aposta da empresa. Ferreira afirma que a Vero ficou de fora da "guerra de preços" puxada por concorrentes, preferindo uma abordagem de fortalecimento dos pacotes com serviços como HBO, Telecine e, mais recentemente, Globoplay. Nessa linha, pacotes de 1 Gbps são encarados como uma das fortes tendências para este ano.

Já o cenário de competição marcada por preço também pode estar chegando ao fim, de acordo com o CEO. Com a inflação de 10% em 2021, a conta não teria fechado para muitos provedores que trilharam o caminho, gerando impacto nos resultados. "Muitos pagaram para ver, mas houve um ponto de ruptura e desde a Black Friday, não se viu loucuras. O caixa começou a ser apertado e vários [concorrentes] pararam por ali".

Fonte: Teletime News de 19 de janeiro de 2022, por Henrique Julião.


FAA: 62% da frota aérea dos EUA está apta para atuar em harmonia com 5G

[Publicado originalmente no Mobile Time] O FAA, órgão regulador aéreo dos Estados Unidos similar à brasileira ANAC, soltou uma nota na tarde desta quarta-feira, 19, informando que 62% da frota comercial dos Estados Unidos pode efetuar voo em baixa visibilidade em aeroportos onde as operadoras de AT&T e Verizon instalarão o 5G na banda C (3,7 GHz).

De acordo com o regulador, os filtros instalados pelas operadoras de telecomunicações em 50 aeroportos permitem que cinco tipos de radioaltímetros sejam usados em harmonia com a rede 5G. Esses radares estão nos seguintes modelos de aeronaves:
Boeings 717, 737, 747, 757, 767, 777;
McDonell Douglas MD-10/-11;
E os Airbus A300, A310, A319, A320, A330, A340, A350 e A380;


A nota vem após várias companhias aéreas, como Emirates, Air India, ANA e JAL, cancelarem voos nesta quarta-feira com receio de interferência entre as antenas da quinta geração e os radioaltímetros dos seus aviões.

De acordo com o aplicativo Flight Aware (Android, iOS) 1,3 mil foram atrasados e 288 foram cancelados, vindo, saindo ou fazendo trajeto interno nos EUA nesta data. Importante dizer que, além de todo imbróglio com o 5G, o clima com chuvas e nevascas está afetando o tráfego aéreo no país nesta quarta-feira em cinco aeroportos de relevância regional e internacional, segundo o sistema nacional aéreo norte-americano:

Em Boca Raton, Flórida, o aeroporto local está fechado;
Em Houston, Texas, o aeroporto internacional George Bush está com atrasos de 72 minutos em média por tempestades;
E em Salt Lake City, Utah, Internacional de Denver, Denver; e Internacional de Bangor, Maine, os aviões estão recebendo líquido descongelante para remover o gelo e a neve.

Repercussão

O problema de interferência entre o 5G e o radioaltímetro foi motivo de crítica por AT&T e Verizon na última terça-feira, 18. As duas se comprometeram em não conectar as antenas da quinta geração perto de aeroportos. Elas culparam a FAA por não resolver a questão, lembrando que em outros 40 países as telecomunicações em 5G e a aviação estão funcionando em harmonia.

Em seu perfil no Twitter, a FAA se defendeu com a fala do secretário de transporte dos EUA, Pete Buttigieg: "Nós reconhecemos a importância econômica e apreciamos que companhias de telecomunicações continuem trabalhando conosco para proteger o tráfego aéreo e a cadeia de suprimentos do país. A complexidade do espaço aéreo norte-americano lidera o mundo em segurança devido aos nossos altos padrões para aviação e nós vamos manter esse comprometimento junto às operadoras na instalação do 5G", disse em nota na rede social.

Brendan Carr, comissário do FCC, órgão similar à brasileira Anatel, aproveitou a disputa para criticar o presidente Joe Biden. Indicado durante a administração do ex-presidente Donald Trump, Carr chamou de fracasso de liderança no 5G, ao acusar Biden de prometer um acordo para resolver a questão do 5G e radioaltímetros ano passado, mas não ter cumprido neste ano.

"Isto é um recuo da liderança dos Estados Unidos no 5G. De fato, as consequências negativas que se afluíram neste típico caso de processo disfuncional não são limitadas apenas aos fatos", afirmou Carr.

Entenda

O uso da frequência de banda C é tema de disputa entre as operadoras e a indústria da aviação. Em teoria, o uso do 5G pode causar interferência nos radioaltímetros de aviões e helicópteros, que operam na faixa de 4,2 a 4,4 GHz. Contudo, as operadoras lembraram no documento que testes de coexistência foram feitos na França e na Noruega com êxito.

Afirmam ainda que o espectro de 3,7 GHz é usado comercialmente em uma dúzia de países, como Japão, Finlândia, Dinamarca e Espanha, sem interferência entre 5G e aeronaves. Outro ponto de defesa das operadoras é que os radioaltímetros coexistem com outras redes de alta potência de rádio, como dois radares da Marinha e sistemas de telemetria móvel para ar e terra.

Fonte:Teletime News de 19 de janeiro de 2022, Henrique Medeiros.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Implantação do 5G nos prazos é a chance de dinamizar a indústria nacional, aponta CNI

A implementação da tecnologia 5G dentro dos prazos firmados no leilão entre operadoras e governo é um fator que permitirá ao setor industrial brasileiro avançar na evolução permitidas pelas aplicações da indústria 4.0. Ou seja: quanto mais rápido o Brasil tiver o 5G implantando, melhor para a indústria nacional.

Essa é a avaliação da gerente de Política Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Samantha Cunha. Ao TELETIME, Cunha disse que há países que estão com seu setor industrial avançando para a indústria 4.0, pois já possuem alguns benefícios que o 5G permite para o setor, como o uso de inovações tecnológicas que as colocam no patamar da indústria 4.0.

"É a partir dessas inovações que teremos como otimizar uso de energia, customizar produtos, otimização de processos, capacidade de monitoramento remoto etc. Essas tecnologias permitirão o crescimento da indústria. Hoje já temos alguns países usando tecnologias digitais para otimizar a indústria com a chegada do 5G. Essa é a chance da indústria brasileira recuperar sua competitividade mundial", afirmou a representante da CNI.

Patentes

Um outro aspecto importante para o desenvolvimento de inovações da indústria 4.0 é uma política de compartilhamento de maneira justa das chamadas patentes essenciais. São elas, por exemplo, que permitem a um inventor utilizar na sua invenção sistemas e equipamentos já padronizados para serem usados no 5G.

"As patentes essenciais dizem respeito aos padrões tecnológicos discutidos internacionalmente, diz respeito à permitir que arquivos diferentes tenham interação, precisamos dessa garantia, desse fórum internacional, decidindo o melhor padrão, a qualidade, a segurança. Nesse sentido, a patente está por trás do desenvolvimento do 5G. Ela permite o desenvolvimento dessa tecnologia, que é revolucionária", afirmou Samantha Cunha.

A CNI, em conjunto com a Ericsson, elaborou uma cartilha sobre o tema. A publicação, voltada a disseminação de informações sobre 5G junto ao segmento industrial, aborda conceitos e ressalta a importância do tema para o desenvolvimento econômico do país. O material é direcionado, principalmente, aos profissionais do setor jurídico com o intuito de fornecer informações que auxiliem a compreensão do tema no âmbito dos direitos de propriedade intelectual (DPI).

Os efeitos da inovação na indústria

Uma pesquisa realizada pela CNI e pelo Instituto FSB Pesquisa em outubro de 2020 mostrou que oito em cada dez indústrias grandes e médias brasileiras inovaram em 2020 e 2021 e viram crescer sua produtividade, sua competitividade e seus resultados financeiros.

De acordo com os números do total de empresas industriais de médio e grande porte, 88% promoveram alguma inovação durante a pandemia de Covid-19, como forma de buscar soluções para a crise imposta pelo contexto sanitário.

Uma outra pesquisa divulgada pela entidade que representa o setor industrial brasileiro em janeiro de 2021 apontou que a adoção de tecnologias inovadoras que adotam requisitos da indústria 4.0 garante às empresas lucratividade, melhores perspectivas e maior capacidade de adaptação do negócio em um cenário adverso como o da pandemia de coronavírus. O cruzamento de dados de empresas que adotaram tecnologia da indústria 4.0 com as demais revela que as integrantes do primeiro grupo se saíram melhor da crise.

Entre aquelas que têm até três tecnologias integradas aos processos, 54% já registram, atualmente, um lucro igual ou maior que o período pré-pandemia. O índice cai para 47% nos negócios que ainda não se adequaram à modernidade. A lucratividade já é maior em 29% das empresas industriais que adotaram quatro ou mais tecnologias, percentual quase igual aos 28% entre quem adotou entre uma e três tecnologias e acima dos 25% entre quem não adotou nenhum recurso previsto na chamada indústria 4.0.

Fonte: Teletime News de 18 de janeiro de 2022, por Marcos Urupá.

AT&T e Verizon concordam em restringir 5G perto de aeroportos nos EUA

 A um dia do início das operações do 5G na banda C nos Estados Unidos, as operadoras AT&T e Verizon decidiram limitar suas redes para não haver riscos de interferência nos sensores de altitude de aviões, importantes especialmente em pousos com baixas condições de visibilidade. As empresas anunciaram nesta terça-feira, 18, que "voluntariamente" decidiram restringir a tecnologia no entorno de aeroportos ao iniciar as operações nesta quarta-feira, 19.

O presidente norte-americano, Joe Biden, destacou em comunicado o acordo com as operadoras para atrasar a implantação do 5G em torno de aeroportos mais importantes, enquanto trabalham com o Departamento de Transporte para que a tecnologia possa ser lançada de forma segura em outros terminais. "Este acordo vai evitar potenciais interrupções devastadoras para viagens de passageiros, operações de carga e para nossa recuperação econômica, enquanto permite que mais de 90% das torres de rede móvel ocorram conforme o cronograma", afirmou.

Biden afirma que o time "dele" está trabalhando continuamente com as operadoras, companhias aéreas e fabricantes de equipamentos de aviação para encontrar um caminho de coexistência dos sistemas.

O maior lançamento será da Verizon, que estima que a sua rede – chamada comercialmente de 5G Ultra Wideband – terá uma cobertura de 90 milhões de norte-americanos. A companhia comunicou nesta terça-feira a decisão do acordo com a agência de aviação do país (FAA, na sigla em inglês), mas contundentemente alegando não ser ela a responsável pelo problema.

"A FAA e nossas companhias aéreas não conseguiram resolver totalmente a navegação com o 5G nos aeroportos, apesar de [a tecnologia] estar segura e totalmente operacional em mais de 40 outros países", declarou a Verizon no comunicado, agradecendo ainda ao "melhor time na indústria" por essa convivência sadia da tecnologia em outros lugares. 

A AT&T usou o mesmo argumento em posicionamento enviado à mídia norte-americana, destacando estar "frustrada pela inabilidade da FAA de fazer o que quase 40 países já fizeram". Embora no Brasil o 5G em 3,5 GHz ainda não esteja disponível comercialmente, é improvável que o serviço cause interferência na banda C em aeroportos. Ainda assim, Anatel e Embraer estão avaliando a questão, mas as faixas de frequência no Brasil são suficientemente diferente das utilizadas nos EUA para evitar maiores problemas.

Fonte: Teletime News de 18 de janeiro de 2022, por Bruno do Amaral.