sábado, 16 de agosto de 2014

Correios aguardam italianos para formar empresa que constituirá MVNO

A formação da joint-venture dos Correios do Brasil com o da Itália (Grupo Poste Italiane) que constituirá a operadora móvel virtual (MVNO) brasileira está em modo de espera por causa do "Il Ferragosto", o período de férias dos italianos, e só deverá ter lançamento comercial no primeiro semestre de 2015.
Segundo informou o vice-presidente de tecnologia e infraestrutura da empresa, Antônio Luiz Fuschino, a discussão com a entidade italiana já foi concluída, mas falta formalizar documentos que permitirão a criação da nova empresa. "Falta o fechamento dos dois documentos de acordos de acionistas e de investimento", disse ele nesta quarta-feira, 13, após apresentação no 20º Congresso de Informática e Inovação na Gestão Pública – Conip 2014, em São Paulo.
 
Fuschino diz que, "no máximo na primeira quinzena de setembro", esses dois documentos serão fechados com os correios italianos. Aí, sim, a empresa será criada, com participação societária de 50% + 1 para o Grupo Poste Italiane, que já tem representação no Brasil como uma companhia privada. "Se fosse uma empresa pública, precisaria de licitações e concursos públicos para funcionários", explica.
 
Com investimento de R$ 150 milhões "mais em serviços e pouco em Opex", Fuschino espera que a nova empresa (que ainda não tem nome) já possa dar entrada logo com a licença de operação na Anatel, um processo que levaria seis meses, pelo menos, para depois realizar um piloto. Uma vez formada essa nova entidade, poderiam fechar com alguma tele que forneceria os serviços. "Temos conversado muito com operadoras, todas demonstraram interesse, algumas mais que outras", afirma.  "A possibilidade de vender chip em mais de 10 mil postos de atendimento os atrai", comenta. Ele diz que não haveria interesse particular da TIM por conta da presença italiana na futura MVNO, já que  a parceira do Grupo Poste Italiane na Europa é a Vodafone, e não a Telecom Itália.
 
Serviços agregados
Fuschino diz que espera também sinergias com o Banco Postal, instituição financeira dos Correios, que seria um dos serviços agregados na oferta do serviço. "Queremos levar as principais transações do Banco Postal no chip, como consultas e transferências. Isso alavanca para o mundo de telecom e o financeiro", declara.
 
Outra aplicação para a MVNO seria interna: os Correios planejam utilizar o acordo para equipar carteiros (que já usam smartphones em um projeto de tecnologia da empresa) e para Internet das Coisas. Segundo o vice-presidente de tecnologia e infraestrutura da entidade, os Correios têm trabalhado com a Polícia Federal para instalação de chips para rastrear pacotes em caso de roubo ou assalto em "áreas de risco".
 
Ele garante, no entanto, que a ideia da operadora virtual é de atuar com o consumidor final, e não com o mercado de máquina-a-máquina.
 
Fonte: Teletime News de 13 de agosto de 2014.

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