sábado, 29 de novembro de 2014

Módulo da Cisco para smart grids da AES Eletropaulo utiliza novo padrão de RF

O equipamento de comunicação dos medidores inteligentes com um módulo híbrido com a tecnologia 6LowPAN com a distribuição Mesh e redundância de comunicação na rede elétrica (PLC) para o projeto de smart grid da AES Eletropaulo foi desenvolvido em parceria com a Cisco. Segundo as empresas envolvidas na iniciativa, a ideia era ter uma característica de inovação, utilizando backbone de fibra com WiMAX e, nas pontas, a radiofrequência no espectro não licenciado de 915 MHz em conjunto com o PLC, algo inédito no Brasil.
 
Esse módulo híbrido permite uma topologia distribuída para evitar interrupções, diferente do tradicional ponto-multiponto, e promete menor consumo energético na comunicação por radiofrequência. "É uma abordagem de tecnologia de rede totalmente diferente, é voltada para baixa potência, trabalhando com frequência livre de 900 MHz", explica o diretor de Internet das Coisas da Cisco para América Latina, Amri Tarsis. É a terceira implantação da fornecedora com a tecnologia em smart grids no País, mas é a primeira a ser utilizada em conjunto com o PLC. A placa suporta ainda um terceiro tipo de conectividade, que pode ser a própria rede móvel 4G, por exemplo, ainda que não haja planos de utilizá-la no momento.
 
Outra característica, explica Tarsis, é a de que o 6LowPAN é um protocolo de padrão aberto, o que permite a interoperabilidade de equipamentos. "Esse foi o primeiro projeto no qual uma empresa utility contratou três fornecedores de medidores e que são interoperáveis dentro desse protocolo", declara. "Ele foi desenhado desde o princípio com outros fabricantes de medidores (em mente), por isso é prova de conceito, porque uma coisa é dizer que é interoperável, outra é na hora da implantação estar tudo funcionando com outros fornecedores."
 
Tarsis explica ainda que a vantagem do projeto em utilizar o 6LowPAN é de poder ser aplicado em regiões metropolitanas com alta densidade. "Não só do ponto de vista de tecnologia, mas de custo. Se tiver que ter um SIMcard em cada medidor, vou ter que pagar serviço em cada medidor, e é um milhão de vezes aquele valor (do módulo apenas com radiofrequência)", diz. Ele considera que, em médio ou longo prazo, isso pode mudar, mas que a realidade no momento é a de utilizar a frequência não licenciada. Os módulos ainda terão de ser homologados pela Anatel.
 
Fonte: Teletime News de 28 de novembro de 2014.

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